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CLÁSSICOS DE SEGUNDA-FEIRA: REVOLVER - THE BEATLES

há 1 dia
2 min de leitura

Quadro novo no Troque O Disco!


Toda segunda-feira, irei trazer um disco daqueles que marcaram toda uma geração. Aquele disco intocável, fabuloso, de adjetivos mil.


Ao longo desses 5 anos de página, falamos de muitos discos, e a intenção com esse quadro é tentar voltar a um tempo não muito distante, quando a leitura era fundamental para esta rede social e não ficávamos apenas esperando por vídeos.


O escolhido de hoje é Revolver, um dos meus discos preferidos dos Beatles. E olha, quando o assunto é The Beatles, eu não gosto muito de meter o “bedelho”. Gosto mesmo é de ouvir o que muitos têm a dizer. Mas vamos lá: Revolver talvez seja um dos discos mais lendários da história da música pop. Porém, qual disco da coletânea dos Fab Four não se tornou popular?



Lançado há 60 anos, o álbum continua absolutamente atemporal, de um virtuosismo impecável. Aproveitando ao máximo o trabalho do produtor George Martin, os Beatles experimentaram muito mais com o próprio som, e o resultado foi tudo isso que vocês podem ouvir.


Se, um ano antes, com Rubber Soul, eles estabeleceram um novo padrão, em 1966 Revolver dobrou a meta. A banda dedicou cerca de três vezes mais tempo em estúdio à criação deste álbum do que havia dedicado a Rubber Soul. O tempo adicional em estúdio, acima de tudo, levou os Fab Four a apreciarem o surgimento de novas tecnologias e a descobrir como poderiam incorporá-las à sua música.


Um exemplo explícito disso é a brilhante “Tomorrow Never Knows”, que utiliza sons invertidos, loops de fita e instrumentação experimental, tornando a canção revolucionária para a época.


George Harrison teve enorme influência em tudo isso. Afinal, passou muito tempo na Índia com o saudoso e genial Ravi Shankar e aprendeu a tocar cítara. Algumas das ideias que absorveu por lá foram incorporadas à música da banda. A influência indiana é evidente nos sons modificados da cítara e da tanpura ao longo do álbum.


Na época, Lennon vivia seu auge. Porém, por outro lado, seu ego estava nas alturas, desdenhando de algumas ideias que Paul colocava à mesa. Ele contribuiu com cinco músicas para Revolver, cada uma abordando seus próprios sentimentos, drogas, o mundo exterior e suas inúmeras suspeitas.


Já Paul bebia um pouco da fonte de Brian Wilson. McCartney assumiu riscos e se aventurou, por exemplo, em “Eleanor Rigby”, uma faixa orquestral que apresenta diversos arranjos de cordas.


“For No One” e “Here, There and Everywhere” podem parecer baladas simples à primeira vista, mas representam mais um sinal da maturidade de McCartney e de sua capacidade de compor canções melódicas com temas profundos.


Esse clássico da maior banda do mundo foi feito sem amarras. Os Beatles gravaram no seu próprio ritmo e, assim, redefiniram o que se entendia por música popular.


Sem sombra de dúvidas, esse disco colocou os Beatles em um patamar ainda mais alto.


E você, daria qual nota para esse clássico?


-Gui Freitas

 
 
 

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©2020 por Troque o Disco. Gui Freitas

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