30 anos do debut do Foo Fighters
- Troque o Disco
- 6 de jul.
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Ele era o baterista de uma das bandas mais memoráveis de todos os tempos, e assim ganhou a atenção de uma grande massa — não só atenção, como adoração. Pois bem, estamos falando de Dave Grohl, que, com o fim do Nirvana, juntou os cacos e formou o Foo Fighters. Assim, lançou seu disco homônimo em 4 de julho de 1995. Dave sempre foi uma estrela e transformou sua dor em algo novo. Sem ele e seu brilhantismo, talvez nada tivesse acontecido no pós-Nirvana.
É verdade que, nos dias atuais, Dave Grohl anda em baixa, depois de trair sua esposa. Por isso, tem feito uma certa “cortina de fumaça”, voltando a fazer alguns shows comemorativos com o Nirvana e convidados — mas isso é papo para outra hora.

Voltando ao debut do Foo Fighters, que apresentou um supergrupo ao mundo: o disco foi inteiramente escrito e gravado por Grohl. Algo que talvez tenha servido como terapia. Às vezes, é até difícil acreditar nisso, mas a magia aconteceu. As músicas misturam atitude punk com vocais suaves e, claro, influências grunge — criando faixas com uma sensação de liberdade que Dave talvez nunca tivesse experimentado antes.
Talvez as músicas desse disco sejam como cartas, com ligações diretas ao passado. A faixa de abertura é uma dessas. As letras, por vezes, parecem direcionadas a quem duvidou dele após o fim do Nirvana, como em “I’ll Stick Around”. É possível notar como as letras passaram de absurdas a lutas apaixonadas depois de tudo que aconteceu. A influência grunge é evidente nos tons depressivos de “Exhausted”, nos riffs melancólicos de “Alone + Easy Target” e na agressividade de “Wattershed”. Não são cópias da banda anterior, mas algo novo, fresco e bonito.
Pensar que ele fez tudo sozinho poderia soar triste e pesado, mas talvez, para ele, isso tenha sido a porta de entrada para uma carreira extremamente bem-sucedida. O Foo Fighters se tornou uma banda gigante, com turnês colossais. Costumo dizer que está aí um dos melhores shows que já fui na vida.
É isso. Viva os 30 anos de mais um disco lendário neste 2025.
-Gui Freitas